domingo, 13 de outubro de 2013

Os Três Mundos e o Evangelho


OS TRÊS MUNDOS E A SITUAÇÃO DA      EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL

Na última aula estudamos a relação que a Igreja tem com a Evangelização do Mundo. Vimos também que ela tem investido muitos recursos neste trabalho, mas que são os investimentos em projetos menos eficientes aqueles que têm recebido o maior contingente de aplicação financeira e que tudo que devemos fazer para despertar o trabalho na direção mais acertada é trazer informação à Igreja e aos responsáveis à administração dos recursos além de procurar estimular adoção de obreiros nativos que já estão nestes locais mais inatingíveis.
Para compreendermos melhor a real situação do mundo e o que já temos feito vamos agora considerar alguns aspectos dentro da classificação universal dos três mundos. Ë preciso que tenhamos bem claro a classificação abaixo
Mundo A: O Mundo Não Evangelizado: Aqueles que nunca ouviram o evangelho ou não o compreendem o suficiente para tomar uma atitude.
Mundo B: O Mundo Evangelizado, porém Não Cristão: Aqueles que já ouviram o evangelho o suficiente para compreendê-lo, mas o rejeitaram.
Mundo C: O Mundo Cristão: Aqueles que se dizem “cristãos”, incluindo os nominais, católicos, ortodoxos, etc.
Quando olhamos para esta definição pensamos logo que o nosso campo de atuação mais intenso e onde aplicaremos os nossos melhores recursos e executaremos os nossos melhores projetos e as mais eficientes estratégias deveriam ser para os mundos A e B. Com certeza isto traria um diferencial em nossos resultados. Por certo com a estratégia acertada os resultados estariam longe dos que apontam para o custo de cada batismo em torno de 350 mil Reais. Isto sem falar no alto custo em vidas humanas em virtude da violência contra os cristãos que cresce mais rápido do que o Evangelho nestes locais por causa do tempo que levamos para chegar lá. Este número assusta porque o que estamos fazendo é com tanto sacrifício e suor que não imaginamos o porquê de tão algo custo.
Quando vemos a realidade do crescimento do evangelho no nosso país pensamos que aqui todos já ouviram falar do nome de Jesus, e é verdade que no mundo considerado mundo C o que encontramos é que a maioria já ouviu falar de Jesus, mas nem todos tomaram uma decisão positiva ao lado dele.  Isto nos diz que devemos continuar pregando para que em algum tempo eles encontrem o caminho. Mas quando sabemos que devemos ir especialmente ao mundo não alcançado como prioridade a realidade nos aponta outra situação. Porque até hoje vemos um tão grande número de povos não alcançados, porém com projetos viáveis para alcançá-lo? Será porque não estamos ouvindo os números do nosso esforço ou ignoramos que as nossas estratégias estão obsoletas e que não podemos insistir em projetos que não contemplam a situação do mundo de hoje e que nestes locais a cooperação é a única forma viável de efetivamente entrar com o evangelho?
Muitas de nossas missões tradicionais ainda insistem em trabalhar com a maneira dos antigos pais que possuíam outras realidades. Temos que aprender a passar o bastão para os obreiros da terra e aqueles que fazem melhor e com menos desgastes o anúncio do evangelho entre o seu povo.
O Brasil deveria ser todo alcançado em poucos anos se metade dos recursos que investimos em povos alcançados, ou seja, R$2,50 de cada 100 reais fossem investidos no Brasil com estímulo aos locais ainda sem testemunho evangélico. E, os outros R$2,50 fossem enviados para os povos não alcançados para os obreiros de ministérios autóctones. Teríamos um incremento de mais de 500 por cento no trabalho no Brasil e mais de 1000 por cento no trabalho autóctones em outros países. Ë claro que em todos os níveis o trabalho seria ampliado, desde as traduções da Bíblia até os trabalhos de socorro e assistência social com finalidades evangelísticas. Porque não se faz este redirecionamento?
Por causa de interesses das missões que enviam transculturalmente e dos recursos que eles detêm e recebem para estes treinamentos caros para o exterior. Ou seja elas vivem de uma estratégia cara mas que se fossem mudadas elas teriam que fechas as portas ou mudar tão radicalmente seus trabalhos que poderiam ser desacreditadas. Não querem pagar o preço e dizer que encontraram um jeito diferente e melhor de fazer o trabalho. Falta a muitos destes líderes a morte do eu. Cooperar não dá tanto nome para estes projetos porque não poderiam levar o nome destas organizações para lá. Aí não desperta tantos interesses. Há certo desdém, pois dizem: estes “missionários baratos”...
No momento em que a Igreja acordar para o clamor dos povos inalcançados e dos obreiros que lá dão as suas vidas pelo seu povo teremos um avanço significativo para o Evangelho no Mundo.

Os povos A e B que são os de maior necessidade de se levar o evangelho tem hoje o menor contingente de missionários estrangeiros também porque o mundo está se fechando cada vez mais para a entrada de estrangeiros e os vigia de perto. Além disso, as barreiras culturais e lingüísticas trazem aos estrangeiros a dificuldades que seleciona muito e limita os que se habilitam a estes programas. Daí se houver humildade e obediência à Palavra de Deus e olhar com bons olhos o trabalho dos missionários nativos poder-se-á dar a eles as ferramentas que eles precisam para levar a diante a tarefa da Evangelização Mundial. 


Texto extraido do CURSO EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL
Ministrado pelo Pr. Dr. Rubecy Ferreira de Oliveira 
Realizado na Sede Brasileira da Cristian Aid.
drrubecy@hotmail.com

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