OS TRÊS MUNDOS E A SITUAÇÃO DA EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL
Na
última aula estudamos a relação que a Igreja tem com a Evangelização do Mundo.
Vimos também que ela tem investido muitos recursos neste trabalho, mas que são
os investimentos em projetos menos eficientes aqueles que têm recebido o maior
contingente de aplicação financeira e que tudo que devemos fazer para despertar
o trabalho na direção mais acertada é trazer informação à Igreja e aos
responsáveis à administração dos recursos além de procurar estimular adoção de
obreiros nativos que já estão nestes locais mais inatingíveis.
Para
compreendermos melhor a real situação do mundo e o que já temos feito vamos
agora considerar alguns aspectos dentro da classificação universal dos três
mundos. Ë preciso que tenhamos bem claro a classificação abaixo
Mundo
A: O Mundo Não Evangelizado: Aqueles que nunca ouviram o evangelho ou não o
compreendem o suficiente para tomar uma atitude.
Mundo
B: O Mundo Evangelizado, porém Não Cristão: Aqueles que já ouviram o evangelho
o suficiente para compreendê-lo, mas o rejeitaram.
Mundo
C: O Mundo Cristão: Aqueles que se dizem “cristãos”, incluindo os nominais,
católicos, ortodoxos, etc.
Quando
olhamos para esta definição pensamos logo que o nosso campo de atuação mais
intenso e onde aplicaremos os nossos melhores recursos e executaremos os nossos
melhores projetos e as mais eficientes estratégias deveriam ser para os mundos
A e B. Com certeza isto traria um diferencial em nossos resultados. Por certo com
a estratégia acertada os resultados estariam longe dos que apontam para o custo
de cada batismo em torno de 350 mil Reais. Isto sem falar no alto custo em
vidas humanas em virtude da violência contra os cristãos que cresce mais rápido
do que o Evangelho nestes locais por causa do tempo que levamos para chegar lá.
Este número assusta porque o que estamos fazendo é com tanto sacrifício e suor
que não imaginamos o porquê de tão algo custo.
Quando
vemos a realidade do crescimento do evangelho no nosso país pensamos que aqui
todos já ouviram falar do nome de Jesus, e é verdade que no mundo considerado
mundo C o que encontramos é que a maioria já ouviu falar de Jesus, mas nem
todos tomaram uma decisão positiva ao lado dele. Isto nos diz que devemos continuar pregando
para que em algum tempo eles encontrem o caminho. Mas quando sabemos que
devemos ir especialmente ao mundo não alcançado como prioridade a realidade nos
aponta outra situação. Porque até hoje vemos um tão grande número de povos não
alcançados, porém com projetos viáveis para alcançá-lo? Será porque não estamos
ouvindo os números do nosso esforço ou ignoramos que as nossas estratégias
estão obsoletas e que não podemos insistir em projetos que não contemplam a
situação do mundo de hoje e que nestes locais a cooperação é a única forma
viável de efetivamente entrar com o evangelho?
Muitas
de nossas missões tradicionais ainda insistem em trabalhar com a maneira dos
antigos pais que possuíam outras realidades. Temos que aprender a passar o
bastão para os obreiros da terra e aqueles que fazem melhor e com menos
desgastes o anúncio do evangelho entre o seu povo.
O
Brasil deveria ser todo alcançado em poucos anos se metade dos recursos que
investimos em povos alcançados, ou seja, R$2,50 de cada 100 reais fossem
investidos no Brasil com estímulo aos locais ainda sem testemunho evangélico.
E, os outros R$2,50 fossem enviados para os povos não alcançados para os
obreiros de ministérios autóctones. Teríamos um incremento de mais de 500 por
cento no trabalho no Brasil e mais de 1000 por cento no trabalho autóctones em
outros países. Ë claro que em todos os níveis o trabalho seria ampliado, desde
as traduções da Bíblia até os trabalhos de socorro e assistência social com
finalidades evangelísticas. Porque não se faz este redirecionamento?
Por
causa de interesses das missões que enviam transculturalmente e dos recursos
que eles detêm e recebem para estes treinamentos caros para o exterior. Ou seja
elas vivem de uma estratégia cara mas que se fossem mudadas elas teriam que
fechas as portas ou mudar tão radicalmente seus trabalhos que poderiam ser
desacreditadas. Não querem pagar o preço e dizer que encontraram um jeito
diferente e melhor de fazer o trabalho. Falta a muitos destes líderes a morte
do eu. Cooperar não dá tanto nome para estes projetos porque não poderiam levar
o nome destas organizações para lá. Aí não desperta tantos interesses. Há certo
desdém, pois dizem: estes “missionários baratos”...
No
momento em que a Igreja acordar para o clamor dos povos inalcançados e dos
obreiros que lá dão as suas vidas pelo seu povo teremos um avanço significativo
para o Evangelho no Mundo.
Os
povos A e B que são os de maior necessidade de se levar o evangelho tem hoje o
menor contingente de missionários estrangeiros também porque o mundo está se
fechando cada vez mais para a entrada de estrangeiros e os vigia de perto. Além
disso, as barreiras culturais e lingüísticas trazem aos estrangeiros a
dificuldades que seleciona muito e limita os que se habilitam a estes
programas. Daí se houver humildade e obediência à Palavra de Deus e olhar com
bons olhos o trabalho dos missionários nativos poder-se-á dar a eles as
ferramentas que eles precisam para levar a diante a tarefa da Evangelização
Mundial.
Texto extraido do CURSO EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL
Ministrado pelo Pr. Dr. Rubecy Ferreira de Oliveira
Realizado na Sede Brasileira da Cristian Aid.
drrubecy@hotmail.com
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