domingo, 13 de outubro de 2013

IGREJA E MISSÕES


Qual o papel da Igreja na Evangelização Mundial?
      Você já se perguntou, afinal, o que é a Igreja e qual é o seu papel no mundo?
Jesus, ao inaugurar a Sua Igreja, com o Batismo com o Espírito Santo desafiou-a a ser testemunha, ou seja, operante mesmo que isto custasse as suas vidas e em todos os lugares. E, por isso sabemos que o evangelho tem chegado até nós porque o poder com que Deus revestiu os primeiros pais tem se renovado geração após geração.
Acontece que com o passar dos anos a Igreja Evangélica como instituição no mundo tem se esquivado do compromisso de investir e gerenciar o trabalho. Isso tem dado margem à iniciativa individual, pois o clamor do mundo é intenso e o Espírito Santo tem trabalhado em seus servos verdadeiramente comprometidos em anunciar o evangelho às nações. Ao longo da História vimos que todas as vezes que a Igreja se envolveu diretamente na obra o trabalho se desenvolveu muito rapidamente. No final do século XIX vimos o surgimento de algumas missões que funcionavam como entidades para eclesiásticas. Porque essas missões surgiram? Porque a Igreja estava se retraindo do seu compromisso primordial que é a promoção do evangelho entre os povos? Por pura jactância e desobediência. O desvio do alvo é considerado por Deus como pecado. Os líderes em diversas épocas se recusavam a atender ao clamor dos primeiros e pioneiros missionários. Vemos na vida de homens com Hudson Taylor, Towsend, Studd e muitos outros que eles esgotaram suas vidas e recursos muitas vezes sem nenhum ou pouquíssimo apoio das Igrejas que lhes abrigava como membros. Isto é sintomático de uma reviravolta e que estes problemas que existem até hoje não poderiam suplantar a obra do crescimento da Igreja Invisível do Senhor. Por isso Deus permitiu o surgimento das Missões. Para suprir o clamor do mundo e pelas Igrejas terem abdicado do compromisso de gerenciar estes projetos e então Deus levantou homens para despertar a Igreja e se eles não se envolviam diretamente, ali estavam as missões para promover a Evangelização fora das fronteiras e de seu território.
No antigo Testamento sabemos que quando o sacerdócio estivesse em desobediência Deus levantava os Nazireus. Foi o caso de Sansão, Samuel, João Batista e até o próprio Paulo tomou voto. Estes tinham como incumbência ser um motivo de chamada de novo ao compromisso com Deus. Creio que as Missões não teriam motivo de existir se a Igreja estivesse inteiramente comprometida e organizada para cooperar com o projeto de Deus para as nações. Mas, há muitos interesses antes de pensar em alcançar as nações. Com tristeza vemos que o Evangelho está em segundo ou terceiros planos para muitos pastores e grandes nomes do Cristianismo de hoje. Bastar vermos as estatísticas das principais referências do setor com relação aos que as Igrejas aplicam de tudo que arrecadam. Muitas vezes quando propomos a adoção missionária, muitos outros propósitos ficam na frente deste investimento. Há sempre recursos para obras faraônicas e projetos em locais onde já há o Evangelho e uma enorme recusa para apoiar um projeto que não vai levar o nome da denominação ou dos que estão na liderança. Isto não quer dizer que as Igrejas desorientadas são as únicas que dificultam o trabalho a avançar rapidamente, mas também estratégias erradas ou equivocadas por parte das missões e de muitos missionários independentes que muitas vezes custam muito caro às Igrejas e não trazem um resultado à altura do investimento. Vejamos o relatório triste de muitos deles que passam a maior parte do tempo relatando problemas de sustento e dificuldades relativas ao trabalho e que muitas vezes não trazem nenhum avanço significativo para o evangelho. No caso dos missionários com trabalho em nações culturalmente diferentes há uma verdadeira insatisfação quando confrontamos os resultados efetivos. Daí, também, muitas Igrejas e líderes não quererem cooperar com a obra missionária. Parece-nos com este comentário que o evangelho se encontra lento e pouco produtivo agora no mundo. Mas a verdade é que ele está crescendo muito rapidamente apesar de nós e em todos os lugares. Deus não condicionaria a salvação dos que foram conquistados pelo Seu Filho na cruz do Calvário ao fracasso das estratégias e da inércia que vemos dos muitos confusos e fracos projetos. Porém como Jesus advertiu muitas vezes o Senhor pedirá conta de todos os bens que o Senhor deixou para ser usado na obra do Seu Reino.

FORÇA MISSIONÁRIA E FINANCIAMENTO
Apenas 0.5% dos recursos de Missões são aplicados entre os povos não alcançados.
Diz a estatística que de cada R$100,00 arrecadados nas igrejas evangélicas, R$95,00 são aplicados dentro da própria instituição.
Apenas R$5,00 são investidos em missões.
Destes, R$4,50 são aplicados em países considerados já alcançados pelo Evangelho.
Somente R$0,50 são investidos nos países ainda não alcançados.
E, desses R$0,50 apenas R$0,05 vão para as mãos dos missionários da própria terra (autóctones).
Isso causa o chamado “Fenômeno 10/90”, ou seja:
» 90% dos recursos vão para os que fazem 10% do trabalho missionário (transcultural).
» 10% vão para os que fazem 90% do trabalho missionário (autóctone).
Esta é a razão pela qual nós priorizamos levar o Evangelho aos países que mais necessitam apoiando os missionários nativos de países como Índia, China, Paquistão, Iraque, Marrocos, Nepal, Tailândia, Butão, Filipinas, etc.
Procuramos levantar recursos para ministérios missionários nativos que são sérios, fiéis a Palavra de Deus e que estão trabalhando em regiões pioneiras.
A Christian Aid não apóia missionários independentes. Nossa parceria é sempre com uma agência missionária local que tem um líder devidamente treinado e preparado para formar e enviar missionários. Geralmente estes líderes se prepararam teologicamente nos Estados Unidos ou na Europa e regressaram para sua terra natal a fim de criar agências missionárias para suprir a demanda de obreiros nativos preparados para plantar igrejas e discipular os crentes.

 O FENÔMENO 10/90

Dos 0.5% investidos:
90 % vão para 10% da força missionária (Transcultural)
10 % vão para 90% da força missionária (Autóctone)

Somente 0,05% de cada R$ 100,00 chegam aos missionários nativos, que são a maior e mais eficiente força missionária atuando neste momento na Evangelização Mundial.

Texto extraido do CURSO EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL
Ministrado pelo Pr. Dr. Rubecy Ferreira de Oliveira 
Realizado na Sede Brasileira da Cristian Aid.
drrubecy@hotmail.com

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