domingo, 13 de outubro de 2013

QUAL É A NOSSA MISSÃO? OU SERÁ QUE SOMOS DEMISSIONÁRIOS?

                 SOMOS MISSIONÁRIOS OU DEMISSIONÁRIOS?


             Uma vez fui convidado a trazer uma mensagem missionária num culto a noite em uma grande Igreja de subúrbio do Rio de Janeiro. Era uma programação de Conferencia Missionária. Havia centenas de pessoas presentes e depois de quase uma hora e meia entre musicas, apresentações de grupos e avisos, recebi a palavra para falar sobre o tema: Evangelização Mundial - nosso desafio. Eu naquela ocasião, presidente de uma agência missionária que hoje não atua mais no Brasil depois de um intenso trabalho de mais de dez anos promovendo as missões mais estratégicas e eficazes da atualidade. De acordo com o relógio, pelo tempo "regulamentar", só restava pouco mais de trinta e cinco minutos para tratar de desafiar aquelas pessoas ou pelo menos explicar porque nossa missão não enviava missionários de modo transcultural. Pretendia no escopo do tema mostrar como é muito mais bíblico e eficaz apoiar financeiramente os da terra ou autóctones  Eu trazia comigo uma bagagem de mais de 25 anos lidando com agências missionárias e de trabalhos de evangelização em países fechados, sem falar do dia a dia com missionários de mais de mais de 40 missões transculturais de diversas denominações por cerca de 20 anos devido ao meu trabalho como dentista destes missionários  aqui no Brasil. 
               O meu coração naquele momento estava muito cheio de entusiasmo para compartilhar com toda firmeza as fotos que trazia mostrando os ministérios chineses, nepalenses, indianos, e de áreas de altíssima perseguição quando recebi a noticia de que eu teria a mais, exíguos quinze minutos! Com um sorriso fui apresentado pelo dirigente que me anunciava e ao mesmo tempo pedia desculpas pelo avançar da hora, o eu que recebi como uma confirmação de que eu deveria ser bem breve na minha explanação. Devolvi o sorriso, saudei a todos e pedi aos ouvintes que curvassem as cabeças em oração. Foi o suficiente para que naqueles 60 segundos de oração a mensagem fosse totalmente mudada em meu coração. Desisti de falar do trabalho que a missão fazia porque percebi que o povo que ali estava não teria nenhuma visão do trabalho se não lhes falasse antes do nosso verdadeiro e primordial compromisso de compartilhar Cristo a partir de onde estamos. De onde estamos! De onde estamos, repito. A partir de onde estamos! Precisava explicar que temos que ser bons despenseiros de Cristo onde estamos. Alguém que é resgatado do mundo anseia em resgatar outros e cooperar nesta tarefa de anunciar diariamente o nome bendito do Salvador, e isto é algo natural. 
               Quando trazemos a alguém o conhecimento do evangelho ou discipulamos um novo cristão em nossa língua, isto representa uma enorme benção, não só pelo fato em si, mas, todos sabemos o que isto representa em termos de batalha espiritual e quão difícil será a tarefa de fazê-lo crescer na fé até que ele possa caminhar sozinho. Poucos que são enviados de sua terra a outro pais para pregar tem minima ideia  do que representará e quantas centenas de vezes mais difícil será até que estejam prontos para fazer o que já é difícil por aqui. Pregar de modo eficiente em outra cultura ou idioma é um seriíssimo desafio a curto, médio e longo prazo. Se ainda não tiveram esta experiencia de modo real e bem prático por aqui, não devem ser enviados para falar do amor de Deus em uma cultura que rejeita ou em que os conceitos de vida e família são opostos ou indiferentes aos nossos valores sob pena de total e certo fracasso para todos. Se onde vivemos não temos esta vivencia ou ainda não nos tocou um incomodo intenso de falar do amor de Deus incessante ou nunca isto nos inflamou, como é que iremos realizar um trabalho em terras distantes fazendo justamente isto, onde a cultura nos oprime, a língua nos limita e a perseguição faz os poucos que alcançarmos sozinhos se perderem como as sementes lançadas onde as aves do céu comem? Quem enviará  para terras distantes, a um custo e riscos tão altos se nem ao menos os seus dons da pregação e discipulado não foram desenvolvidos? Foi pensando neste ponto que eu abri a Escritura em Mateus 5 no relato do envio ao seu próprio povo, do novo convertido ex-endemoninhado gadareno; isto foi feito pelo próprio Senhor Jesus! A mensagem era aquela naquele dia.
     O texto diz que este homem após ser liberto por Jesus, quis imediatamente sair pregando com seu Salvador e Libertador e anunciar ao mundo o que experimentara. Mas a economia e cosmovisão divinas muito mais eficaz do que nossos projetos e sonhos rejeitou totalmente a oferta missionária e sentido de "chamado" daquele homem. Jesus o envia ao seu próprio povo para que ele pregasse o que ocorrera com ele. Aquele povo, os gadarenos, não conheciam Jesus e agora o temiam de modo assombroso pois ele havia expulso uma entidade tão terrível que eles só poderiam pensar que Jesus era maior e muito pior. Jesus então envia quele homem para que preparasse o caminho para o Evangelho chegar em profundidade. 
             Ao obedecer ao Mestre este homem foi um cooperador tão mais útil do que se seguisse com Jesus, ainda que seu testemunho fosse sobremodo maravilhoso e sua conversão verdadeira. Ele precisava acima de tudo depois de crer e obedecer, crescer na fé entre o seu povo. Tinha que começar a obra de Evangelizar o Mundo a partir de onde ele estava.  
          Todo este esboço estava pronto em minutos em minha mente e então comecei como gosto de fazer, com uma pergunta: Quantos aqui são "missionários"? Somente duas pessoas levantaram uma das mãos. Repeti a pergunta e mais uma pessoa levantou uma de suas mãos. Agora já eram três "missionários" ali entre centenas e então eu perguntei aos outros: o que vocês são? Quem não é "missionário" aqui o que é, ou o que está fazendo? O silencio confirmou o que eu já esperava. Não faziam nada. A maioria só esta acostumada a assistir pregações e ouvir e cantar musicas como louvores a Deus, mas em suas vidas não produzem nada para a promoção do crescimento do nome de Jesus. Prossegui então dizendo: Quem está aqui e não é um missionário não tem compromisso com a causa! Porque um missionário é alguém que está envolvido em alguma causa ou missão. Os outros, se não são missionários então estão desocupados! Por isto são demissionários, estão todos demitidos. Já podem ir embora para casa pois não vão fazer falta nenhuma. Iniciei a palavra aos corações e foi uma noite muito renovadora e despertadora. Muitos ao final na porta me disseram que a partir daquela data seriam mais comprometidos com a pregação da mensagem do Evangelho.
           A maioria absoluta dos crentes nas milhares comunidades cristãs não está envolvida com nada na evangelização do mundo ou em anunciar o nome de Cristo e só se limitam em dar dinheiro ou olhar os programas litúrgicos que já sabem de cor. Buscam locais de reunião que os faça saciar, mas não oferecem o nome de Jesus ao mundo. O crente que sabe para o que foi resgatado sabe que tem um compromisso, ou seja, uma missão. A partir de onde ele está ele precisa anunciar a morte e ressurreição do Senhor até que ele venha. Se anunciar a partir de onde está e todos fizerem o mesmo, a verdade crescerá mais rápido pois o evangelho do Reino será pregado a toda etnia em toda parte. Muitos porém se sentem "chamados" como este homem que Jesus libertou e pensam que ser chamado é para sair de onde está; a maioria das vezes é pregue a partir de onde estás.
             O objetivo deste blog é mostrar de modo simples e eficiente como podemos completar a tarefa de alcançar o mundo sem o romantismo dos cultos e cursos de missões. Apenas cumprindo a cooperação que é a maior e mais abrangente tarefa para nós, realmente estaremos ajudando o Senhor a alcançar os povos ainda não plenamente visitados pelo Evangelho. Pregando onde estamos e enviando recursos as missões entre os povos menos alcançados fazemos nossa tarefa e não seremos demissionários.
            A partir de onde estamos podemos promover o evangelho enviando o que não há - recursos - para os que estão nos lugares mais difíceis de se pregar.

Dr. Rubecy F. de Oliveira
Contato - envie e-mail para  drrubecy@hotmail.com

PORQUE OS MISSIONARIOS NATIVOS SÃO MELHORES

DEZ RAZÕES PORQUE OS NATIVOS SÃO MELHORES DO QUE OS ESTRANGEIROS

Por Pieter Vermeulen, África do Sul
para a revista Christian Mission

        Moro no assim chamado terceiro-mundo, África. Nasci aqui e gosto de morar aqui. Nos últimos seis anos estive envolvido no trabalho missionário entre as tribos nativas e entre muçumanos em toda a África.
      Eu louvo a Deus por todos os missionários que têm vindo para a África com a atitude de Cristo (Filipenses 2:3-8). Eles têm sofrido muito e doado muito. Alguns de nós somos frutos de seu abnegado ministério. Mas, agora, ao final do século vinte, eu gostaria de propor um caminho melhor, qual seja o sustento dos missionários autóctones, ou seja, da própria terra.
      O sustento de missionários autóctones faz sentido porque eles são:
1. Culturalmente sensíveis - Ao contrário do missionário estrangeiro, os missionários que servem em sua terra natal são culturalmente condicionados e sensíveis aos costumes do seu próprio povo. Eles têm passado toda a vida assimilando a cultura do povo que procuram alcançar com o Evangelho. Eles se movem em sua própria cultura como com um peixe dentro d’água. Eles não sofrem um “choque cultural” e não necessitam de um treinamento transcultural especial e preparação antes de começarem seu ministério. Em contrapartida, os missionários estrangeiros gastam anos só em treinamento para entender o povo de uma outra cultura estranha à sua, antes de poderem efetivamente relacionar-se com ele.
Os obreiros nativos têm um conhecimento natural sobre a história, a religião e a estrutura política de sua nação. Assim, eles não correm o risco de inadvertidamente ofenderem as pessoas devido à ignorância ou à insensibilidade cultural. Tampouco eles podem ser rotulados de “espiões estrangeiros”, nem deportados por razões políticas.
Eles não têm de ser “perfeitos” antes de assumirem responsabilidades. Apesar da fraqueza dos cretenses, Paulo deixou Tito em Creta para estabelecer alguns deles em posições de liderança na igreja (Tito 1:5, 12). Ousamos nós fazer o mesmo hoje?

2. Lingüisticamente superiores - Os missionários autóctones não têm necessidade de gastar anos de estudos numa escola de idiomas a fim de se comunicarem eficazmente. Normalmente, em sua juventude, eles aprendem mais de uma língua e podem ministrar na língua materna. Eles estão aptos a interpretar a Palavra de Deus nas experiências cotidianas de seu povo.

3. Educacionalmente adaptados - Missionários da Europa e da América do Norte vêm com anos de treinamento teológico que freqüentemente criam uma barreira entre eles e as pessoas comuns. Alguns líderes cristãos do terceiro mundo que foram estudar fora, ou cursaram faculdades e universidades em sua própria terra, imitam o modelo cultural da Europa, E.U.A. e Canadá desenvolvem uma atitude “intelectual superior” que os leva a perder o contato com seu próprio povo.
Eu não defendo a falta de estudo. Simplesmente mostro que o tipo de treinamento é tão importante quanto o conteúdo. A maioria dos obreiros nativos evita este problema, pois eles, como os apóstolos de Jesus e os discípulos de Paulo, recebem seu treinamentono campo” (Marcos 3:13-15). Eles estudam na escola da experiência, da tribulação e da privação! E, freqüentemente, com um mestre experimentado.
Cristo ensinou Paulo... Paulo ensinou Timóteo... Timóteo ensinou outros homens “cheios de fé... os quais puderam ensinar também a outros”. (2 Timóteo 2: 2). Cada um reproduziu reprodutores! A preocupação de Jesus e de Paulo era a qualidade espiritual de vida e de atuação prática mais que o treinamento teológico e as credenciais acadêmicas.

4. Fisicamente compatíveis - Missionários do mesmo país obviamente têm uma aparência física mais semelhante a do povo a qual ministram do que os missionários estrangeiros. Eles não “sobressaem” como um estrangeiro.
Uma vez que nasceram e foram criados na terra, eles naturalmente já desenvolveram imunidades a muitas das doenças que imobilizam missionários estrangeiros. Além disso, o clima local causa poucos problemas aos obreiros autóctones, pois eles estão aclimatados às condições locais. Alimentos étnicos os quais podem ser estranhos e desagradáveis para um estrangeiro são comidos com entusiasmo por eles.

5. Socialmente solidários - Missionários nativos são mais capazes de viver no mesmo nível que as pessoas para quem ministram. Eles não precisam viver afastados de seu próprio povo, isolados na sede da missão e sendo vistos pelos compatriotas como “estrangeiros ricos” ou membros de uma “elite cultural”. Para eles, viver como o resto do povo normalmente requer pouca ou nenhuma mudança das condições de vida. Assim, eles têm grande identidade e empatia com as condições sociais do povo.

6. Politicamente seguros -Sendo cidadãos natos do país onde servem, eles têm direitos e privilégios que podem não ser estendidos aos estrangeiros. Podem votar nas eleições, participar de encontros tribais e emitir opiniões na assembléia de anciãos da aldeia. Além do mais, não têm problemas de imigração e não têm necessidade de passaportes ou de vistos para viajar.
Eles estão livres de serem acusados de “agente estrangeiro”, “espião”, ou “intruso”. Podem ser perseguidos, presos ou mortos por causa de sua fé, mas nunca serão deportados como estrangeiros. Eles permanecem servindo durante a guerra, a revolução ou a reviravolta política.

7. Pastoralmente constantes - Ao contrário dos missionários estrangeiros, os líderes nativos não necessitam de licenças periódicas para descansar e “fazer representação”. Não existe separação periódica de suas famílias enquanto eles vão e voltam entre o campo missionário e a casa. Eles podem estar consistentemente disponíveis para seu povo, enquanto o missionário estrangeiro não pode. Geralmente não existe quebra de continuidade do ministério, testemunho e discipulado de tempos em tempos. Eles ministram ininterruptamente durante todo o tempo em que estão sendo sustentados.

8. Espiritualmente fortes - Missionários autóctones têm um zelo natural e uma intensa paixão pela salvação de seu próprio povo que os estrangeiros não têm. Eles normalmente sabem como melhor apresentar Cristo e o Evangelho para seus compatriotas. Eles podem freqüentemente melhor perceber a “ponte cultural” que existe entre seu povo e o Evangelho. Compreensivelmente, um hindu convertido pode melhor alcançar outros hindus, um mulçumano convertido pode melhor alcançar outros mulçumanos, e um africano convertido pode melhor alcançar aqueles que praticam as religiões africanas.

CONCLUSÕES

Os missionários autóctones então, podem geralmente realizar a obra de missões e de plantação de igrejas em seu próprio país mais eficazmente que os estrangeiros podem. O obreiro nativo de modo algum é perfeito, mas ainda assim ele é muito mais eficiente e eficaz. A grande questão é: Irão as igrejas na América aproveitar a atual oportunidade e dar maior suporte para os missionários autóctones?
Pieter Vermeulen obteve sua Licenciatura em Teologia pela Faculdade Batista da Cidade do Cabo (Cape Town Baptiste College) em 1993 e seu mestrado em Teologia pela Universidade de Stellenbosh em Março de 1996. Durante seus anos de faculdade ele começou levando o Evangelho ao povo não alcançado de Xhosa no Vale Kuga de Transkei. Desde então ele tem ministrado para os Sutos em Lesotho e tem ajudado a trazer o curso de treinamento bíblico para pastores para os obreiros em Gana, Kenya, Zimbawe e Zâmbia. Ele vive em Hermanus, África do Sul, com sua esposa Janine, que é enfermeira. Ele fala Inglês, Alemão, Benelux e alguma coisa de Xhosa. É também formado em Hebraico e Grego. Recentemente ele compartilhou sua visão sobre missões com a Christian Aid. 

Texto extraido do CURSO EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL
Ministrado pelo Pr. Dr. Rubecy Ferreira de Oliveira 
Realizado na Sede Brasileira da Cristian Aid.
drrubecy@hotmail.com

PERSEGUIÇÃO AOS PRIMEIROS CRISTÃOS DA IGREJA

COMO FORAM MORTOS ALGUNS APÓSTOLOS E DISCÍPULOS DE JESUS

              QUANDO LEMOS NO LIVRO DE HEBREUS cap 1SOBRE O MARTÍRIO ALI DESCRITO FICAMOS PERPLEXOS DIANTE DA FIDELIDADE DOS NOSSOS IRMÃOS QUE NÃO CONSIDERARAM A VIDA MAIS IMPORTANTE DO QUE O NOME DO MESTRE PELOS QUAIS ESTAVAM PRONTOS A MORRER. NO ENTANTO, AQUELA LISTA NÃO PAROU DE CRESCER E HOJE ACREDITA-SE QUE HÁ MAIS PESSOAS SOB A MÃO DA PERSEGUIÇÃO DO QUE DE CRISTÃOS VERDADEIROS LIVRES. 
             VEJA OS ALGUNS DOS IRMÃOS QUE NÃO SÃO CITADOS EM HEBREUS MAS QUE FAZEM PARTE DESTA IMENSA LISTA QUE VAI SER VISTA NO CÉU AO NOSSO LADO.

André: Foi crucificado em Ática, na Ásia Menor, numa cruz em forma de "X" que passou a ser chamada "Cruz de Santo André". Até exalar o último suspiro, continuou admoestando seus algozes.

Bartolomeu: Pregou na Arábia, estendendo sua pregação até a Índia. Alguns afirmam que ele foi amarrado num saco e lançado ao mar, enquanto outros asseguram que ele foi esfolado vivo.


Felipe: Alguns afirmam que terrivelmente apedrejado e outros afirmam que foi enforcado num pilar do templo, em Hierápolis.


João: Irmão de Tiago morreu aos 100 anos de idade, sendo o único dos apóstolos que teve morte natural. Segundo a tradição, ele foi lançado pelos inimigos num tacho de azeite fervendo, de onde saiu ileso.


Lucas: Foi enforcado numa oliveira na Grécia.


Marcos: Foi arrastado pelas ruas de Alexandria, no Egito, até expirar.


Mateus: Foi ferido por uma estocada de lança ou espada nas costelas, na Etiópia.


Paulo: Apedrejado e decapitado na via hoje conhecida como via Óstia, em Roma, por ordem de Nero.


Pedro: Morreu crucificado no ano 67 d.C., com a idade de 75 anos. A tradição conta que ele pediu que o crucificassem de cabeça para baixo, porque se considerava indigno de morrer como seu mestre, Jo 21:18,19.


Tiago, o grande: Filho de Zebedeu, foi o primeiro dos apóstolos a morrer por sua fé. Foi decapitado à espada por ordem do rio Herodes Agripa I, por volta do ano 44 de nossa era.


Tiago, o menor: Filho de Alfeu foi jogado de um pináculo, ao se levantar, alguns afirmam que recebeu uma martelada no crânio, outros dizem que foi apedrejado até morrer.


Tomé: Transpassado por uma flechada no peito, por um sacerdote pagão em Malipur, na Índia.


Judas Tadeu: Irmão de Tiago morreu cravado de flechas.


Matias: Foi primeiro apedrejado e a seguir decapitado.


Barnabé: Também foi apedrejado. Conta-se que os judeus de Salamina zombavam dele enquanto sucumbia.



Texto extraido do CURSO EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL
Ministrado pelo Pr. Dr. Rubecy Ferreira de Oliveira 
Realizado na Sede Brasileira da Cristian Aid.
drrubecy@hotmail.com

PERSEGUIÇÃO HOJE


A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS

Existem circunstâncias e termos que precisam ser bem conhecidas, ao estudarmos este tópico de nosso curso. Vamos destacar bem a questão da perseguição religiosa, mas outros aspectos que de igual modo são inseridos no contexto dos países precisam ser considerados.
Quando examinamos a perseguição precisamos entender que a pregação do evangelho em muitos países é confundida com outras atividades consideradas crime na maioria dos países do mundo. O tráfico de drogas e o seu uso, o roubo, o contrabando de armas, e as divergências políticas muitas vezes recebem o mesmo tratamento e julgamento por partes das autoridades do Estado que os cultos religiosos. Pela História vemos que em muitos países a questão do evangelho ser considerado inimigo do Estado e do povo estava no simples fato de ele ser considerado um estrangeirismo ou uma influência negativa para as mudanças que a política queria implantar. Qualquer que seja o sistema religioso ou político adverso do momento visa banir a pregação religiosa porque esta lembra a influência externa de muitas nações Cristãs colonialistas. Não podemos deixar de considerar que por trás do contexto político, religioso ou social dessas regiões do mundo estão sutis estratégias de satanás que move a mão dos homens contra a pregação do evangelho de Cristo. Assim se viu nos dias de Herodes por ocasião do nascimento de Jesus.
Há, no entanto, uma boa diferença entre os níveis de dificuldade que sofre o povo de Deus em muitas regiões do mundo por causa do Evangelho:

OPOSIÇÃO – refere-se a dificuldades para o trabalho que podem ser discutidas em caso de divergência de opinião, mas, sem impedir de todo a liberdade de agir.. Ex Partidos Políticos entre si.
RESISTÊNCIA – quando há pouca tolerância. Refere-se ao ato de manter limitada a liberdade sob o domínio de leis e restrições, com austeridade e proibições sem, no entanto interferir quando há observância das leis vigentes. Dificuldade para construir templos ou igrejas evangélicas em locais de predomínio Católico. Liberdade relativa
PERSEGUIÇÃO – Definimos assim quando há uma organização para limitar as atividades dos grupos religiosos ao máximo por parte das autoridades governamentais. Torna-se necessário agir na clandestinidade. Os líderes e seguidores são vigiados, denunciados e presos, podem pagar multas e ou são expulsos da região.  Há casos de tortura e mutilações para servir de exemplo e desestimular novos seguidores.
ALTA PERSEGUIÇÃO – tolerância zero. Quando a máquina governamental torna-se agente de captura e condenação sem julgamento e onde a simples participação de uma reunião cristã ou mesmo portar uma Bíblia são consideradas crime contra o Estado. Muitas vezes as punições são exemplares ou a pena de morte e condenação sumária por parte das autoridades ou até do povo são comuns.
Os países podem ser classificados em categorias em relação ao Cristianismo:
Países Abertos ao Evangelho,
Países em Abertura,
Países em Fechamento e
Países Totalmente Fechados ao Evangelho.
Em vários países algumas regiões têm mais ou menos liberdade de ação para as atividades religiosas que são consideradas ilegais. Por exemplo, na China há lugares de Alta Perseguição onde encontramos regiões em que os cristãos são tolerados. Muitas vezes por puro interesse político ou por interesse diplomático e assistencial como no caso de socorro humanitário à vítimas de incidentes naturais. Há países onde o Governo se diz mais liberal, mas a Igreja enfrenta dificuldades em se estabelecer publicamente ou de construir templos.
Mas, temos sempre que ter em mente que a Palavra de Deus nos ensina que as aflições sempre estariam presentes na vida dos cristãos especialmente nos últimos dias - JO 16:32-33. Desde os dias mais remotos da História do povo de Israel e nos primórdios do Evangelho, Deus derramou o Seu Espírito para que os seus servos pudessem resistir a tudo que adviria sobre os discípulos e apóstolos que foram enviados como ovelhas para o meio dos lobos.
Há aspectos curiosos. Ficamos perplexos quando vemos que nos lugares onde há mais perseguição aos cristãos é justamente aí que o evangelho cresce mais e rápido.

Cabe então a nós o corar de vergonha por ver que com toda liberdade que vivemos deste lado do mundo não nos esforçamos por aplicar melhor os recursos abundantes que temos. Poderíamos fazer o evangelho avançar mais rápido aqui onde tudo é mais fácil. E, como conseqüência fazê-lo chegar mais cedo aos povos ainda não alcançados. Este deve ser o nosso objetivo.
Texto extraido do CURSO EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL
Ministrado pelo Pr. Dr. Rubecy Ferreira de Oliveira 
Realizado na Sede Brasileira da Cristian Aid.
drrubecy@hotmail.com

CLASSIFICAÇÃO DA PERSEGUIÇÃO - MISSÃO PORTAS ABERTAS

CLASSIFICAÇÃO DE PAÍSES POR PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS
Classificação publicada em 7/02/2008 por Portas Abertas

                                               1º semestre/2008

                          País                                Nota      incerteza
1             Coréia do Norte                        90,5        0
2             Arábia Saudita                          64,5        6
3             Irã                                             64           0
4             Maldivas                                   61          0
5             Butão                                        58           0
6             Iêmen                                        57,5        0
7             Afeganistão                               57,5        2
8             Laos                                          56,5        0
9             Uzbequistão                              55           0
10           China                                         55           0
11           Eritréia                                       55           9,5
12           Somália                                      54,5        7
13           Turcomenistão                           54           0
14           Comores                                    50           5
15           Paquistão                                   48           0
16           Catar                                          47,5        0
17           Vietnã                                         46           0
18           Chechênia                                   46         1,5
19           Egito                                           46           0
20           Zanzibar                                     43           0
21           Iraque                                         42,5      1,5
22           Azerbaijão                                  42,5        0
23           Líbia                                           42,5      1,5
24           Mauritânia                                  42,5        0
25           Mianmar                                    42            0
26           Sudão (Norte)                            41,5        0
27           Omã                                            41           6
28           Cuba                                           40           0
29           Brunei                                        39         1,5
30           Índia                                          37,5        0
31           Argélia                                       37,5        3
32           Nigéria (Norte)                          37           0
33           Djibuti                                       36           0
34           Turquia                                      36           0
35           Kuweit                                       36           0
36           Sri Lanka                                   35,5        0
7           Tadjiquistão                                 34,5        0
38           Emirados Árabes Unidos           34           8
9           Jordânia                                       34          0
40           Marrocos                                    33        1,5
41           Belarus                                       30          5
42           Palestina                                     29,5        0
43           Etiópia                                        28          0
44           Síria                                            27,5        0
45           Barein                                        27,5      1,5
46           Tunísia                                       26,5        0
47           Indonésia                                   26           0
48           Bangladesh                                26          0
49           Quênia (Nordeste)                    26           0

50           Colômbia (áreas de conflito)    23,5        0


Apesar de muitos irmãos em diversos países viverem sob o jugo da perseguição e do martírio, muitos cristãos não acredita haver perseguição em nossos dias. No entanto a Igreja perseguida não está esquecida por parte do Senhor Jesus que continua provendo tudo o que é necessário para que a fé aumente a cada dia entre os mártires dos nossos dias.


Texto extraido do CURSO EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL
Ministrado pelo Pr. Dr. Rubecy Ferreira de Oliveira 
Realizado na Sede Brasileira da Cristian Aid.
drrubecy@hotmail.com

OBRIGADO POR FICAR EM CASA



Dhana Lama
Missionário apoiado pela Christian Aid na Índia

Uma vez você pensou em ser um missionário em meu país.
Sentiu o chamado da ‘grande comissão’ para ir e ensinar a todas as nações.
Você estava disposto a enfrentar o desafio de levantar seu próprio sustento. Estava disposto a deixar sua família, seu trabalho e aprender uma nova língua. Mas não funcionou.
Então, você ouviu sobre a Christian Aid. Aprendeu que centenas de missionários como eu já estão aqui, servindo ao Senhor em ministérios missionários nativos.
Somos diferentes dos transculturais. Vivemos com cerca de um dólar por dia. Nós entendemos nossa cultura, costumes e língua. Comemos nossa comida e bebemos nossa água sem ficar doentes.
Então, em vez de vir para nosso país, tenha seu emprego e adote talvez dez de nós que já estamos aqui fazendo a obra.
Não desanime por não estar ‘no campo missionário’ mas quero agradecer a você por permanecer em casa.
O único meio de você poder entrar em meu país seria como um ‘fazedor de tendas’, talvez um professor ou um médico e seria obrigado a assinar um documento garantindo que não iria propagar sua religião’ enquanto estivesse aqui.
Mais de 200 americanos estiveram aqui desta maneira. Cada um com um sustento cerca de US$3.000 mensais. Se eles tentassem levantar uma igreja, seriam expulsos do país.
Nós, missionários nativos, pregamos o evangelho abertamente e ousadamente, mesmo se formos presos. Vivemos uma vida simples e sacrifical. Os US$50 que você envia mensalmente são nosso sustento integral. A maioria de nós já plantou pelo menos uma igreja.
Por isso, obrigado por ficar em casa e nos sustentar. Diga a seus amigos que centenas de missionários terminaram o treinamento e estão prontos para ir. Agora mesmo eles estão trabalhando por longas horas para sustentar suas famílias e igrejas. Cada vez que um mantenedor envia US$50 para a Christian Aid, um obreiro está livre para sair, ganhar almas e plantar igrejas onde nunca houve alguma.
Diga a seus amigos também que a Christian Aid enviará o nome e a foto de cada missionário pioneiro nativo que for adotado e ainda informações sobre a agência missionária a qual o missionário está ligado.
“Da mesma forma que Deus te usa para prover os meios, Ele usa missionários nativos como nós para terminar a tarefa de plantar igrejas em cada tribo e nação”.


Texto extraido do CURSO EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL
Ministrado pelo Pr. Dr. Rubecy Ferreira de Oliveira 
Realizado na Sede Brasileira da Cristian Aid.
drrubecy@hotmail.com

PARTE II - APOSTOLO PAULO E MISSÕES?

PAULO (O APÓSTOLO/MISSIONÁRIO)

Paulo e Barnabé são comissionados pelo Espírito Santo a pregar o evangelho em outros lugares, a Igreja de Antioquia então os libera de seus serviços na comunidade e os deixa partir, junto com João Marcos, para pregar nas sinagogas das cidades em que o Espírito os guiar. Neste momento Paulo inicia se ministério de plantação de igrejas. Eles buscam basicamente as sinagogas, onde é mais fácil pregar a mensagem de Cristo (os judeus já tinham conhecimento de Deus e do messias).
Em Pafos, Barnabé e Saulo anunciam as boas novas ao pró-consul Sérgio Paulo, mas neste momento o que ocorre é uma disputa com o mago judeu Elimas que tentava enganar o pró-consul se fazendo passar por representante divino.
Em Antioquia da Psídia acontece um fato que marcaria a história da igreja: um grande grupo de gentios (At. 13.42-49) vai a sinagoga ouvir Paulo e se converte, iniciando uma situação que só vai ser resolvida na reunião em Jerusalém narrada em Atos 15.1-35. Existe outro fato que tem inicio neste mesmo ponto, e vai se estender até as cartas paulinas: No discurso de Antioquia da Psidia e mais perceptivelmente no discurso em Listra, Paulo inicia uma mudança ou adequação do evangelho de Cristo para pessoas que nunca tinham ouvido falar em Único Deus, messias e outras coisas muito comuns no judaísmo. É neste momento que o teólogo das cartas começa a propor uma mudança na visão de Cristo para os judeus em contraponto a Cristo para todos.

PAULO (O PRISIONEIRO)
Nesta época o escritor Paulo, envia várias de suas cartas, ajudando a criar uma teologia cristã viável tanto para o judeu quando para o gentio.
Agora vamos analisar uma delicada parte do ministério de Paulo, o momento do inicio de sua ação como pregador itinerante. No começo de seu ministério itinerante Paulo utiliza o método comumente usado pelos discípulos, parte para pregar nas sinagogas, onde era mais simples e fácil, bastava apelar para a esperança na chegada do messias, depois colocar Cristo nessa posição, é o que vemos no primeiro discurso na Sinagoga de Antioquia da Psídia (At. 13.14-42). No sábado seguinte Paulo se depara com uma nova situação, uma multidão de Gregos, idólatras, incircuncisos se converte a realidade salvadora de Cristo, ele é expulso da sinagoga e da cidade pelos judeus. Segue até Icônico, onde algo parecido acontece. Chega a Listra, onde eles não encontram ou não vão ate nenhuma sinagoga, Paulo faz um milagre e lança mão dos conceitos filosóficos e religiosos grego-romanos, para explicar o sacrifício de Cristo. Neste momento podemos dizer que se inicia a era gentílica do cristianismo.
É claro que muitos gentios já criam em Cristo, Cornélio que chamou a Pedro (At. 10); os dispersos pela perseguição em Jerusalém, que voltando para suas casas, pregaram a gregos e cretenses em Antioquia (At. 11.19-26); entre outros fatos. Mas todos estes ouviam um evangelho e seguiam um cristianismo judeu, o que acontece na Lista é que Paulo inicia um novo movimento que vai culminar com a decisão de não se impor práticas judaicas aos antigos gentios, tomada no Concílio de Jerusalém (At 15.1-35). Isto vai tornar uma parte da igreja independente dos costumes judaicos e tenta por um fim nas divisões que vinham acontecendo em determinados grupos cristãos. Se olharmos com mais profundidade esta situação, lembraremos que Paulo fora avisado no dia de seu batismo que seu trabalho seria levar a mensagem aos gentios, reis e judeus, quando ele inicia seu ministério, vai aos judeus, as autoridades e finalmente aos gentios.
Nesse ponto cabe lembrar que claramente o Espírito Santo guiou Paulo e Barnabé a uma cidade IDÓLATRA, mas não estrangeira para os dois homens, eles eram ambos Judeus Gregos. A questão semântica cabe aqui, sendo Ananias um judeu piedoso (At. 9.10-18), convertido em Damasco, deve ter usado o termo gentio como um judeu utilizaria. Paulo foi enviado a idólatras, reis e judeus.
Nossa questão agora é, sendo este termo é muito amplo, fica uma grande dúvida: Paulo foi enviado aos estrangeiros ou aos idólatras? Ou melhor, dizendo, Paulo foi um missionário transcultural ou autóctone?
Se substituirmos a palavra gentio por estrangeiro, Paulo será claramente um missionário transcultural. Isto é o que tem sido pregado nas nossas igrejas ao longo dos séculos, principalmente em nossa visão colonialista (apesar de sermos uma colônia, nossa visão missionária é baseada na cultura missiológica anglo-americana), temos que ser como Paulo e irmos aos povos não alcançados, precisamos aprender suas línguas, seus costumes etc., etc. Só que Paulo não fez nada disto, não se preocupou com o curso de imersão, não ficou aprendendo sobre o povo, ele simplesmente chegava nas cidades e pregava. Ele conhecia os costumes, filosofias, língua, deuses, hábitos alimentares. Nunca teve nenhuma dificuldade de se colocar como parte da sociedade onde ele estava trabalhando. Ele pregava na língua que todos entendiam (grego), falava com as autoridades na língua legal (latim) e nas sinagogas em sua língua materna (aramaico).
Utilizando o conceito de idolatra, ao invés de estrangeiro, devemos analisar se Paulo poderia ser classificado como missionário autóctone. Para podermos entender devemos olhar primeiramente os mapas das “três viagens missionárias” de Paulo, descobrimos que estas foram bastante restritas, e muitas vezes Lucas narra que os planos eram de ir para um determinado lugar e o Espírito os impedia (At 16.6-10). Uma analise mais acurada destas viagens, podemos notar que Paulo trabalhou somente na área restrita ao antigo império Grego, que havia sido anexado pelo império Romano por volta de 146 a.C., para isto basta comparar os três mapas das viagens de Paulo e com o mapa da extensão do Império Grego-Macedonico.
Assim nas três viagens missionárias, Paulo foi a locais onde ele não seria considerado estrangeiro, e sim mais um cidadão nascido em outra cidade, que adorava a um Deus diferente e que pertencia a um grupo já a muito conhecido pelos gregos. A Judéia esteve sob domínio grego até a revolta dos macabeus. Fica muito difícil considerar Paulo um Missionário transcultural se ele conhecia tão bem a filosofia e a religiosidade grega, era capaz de empreender disputas acirradas e levar filósofos e autoridades a conversão usando seus próprios argumentos e filosofias. Não é possível aceitar que somente uma questão semântica, nos leve a crer que Paulo era um Missionário transcultural, assim como Cristo veio para os seus (Judeus), Paulo veio para os seus (Gregos). Quando em Listra ele toma consciência deste trabalho, aí ele inicia a transposição de toda a teologia judaica para parâmetros gentios, ou seja, traduz para forma de pensar dos gentios a verdade salvadora de Cristo.
Mas existe um ponto que reforça esta idéia de missionário nativo: a real preocupação de Paulo com a nascente igreja de Roma. Sua última viagem descrita é o caminho a Roma, neste momento é que descobrimos o Paulo romano por nascimento, utilizando de todos os seus direitos de patrício (nascido cidadão natural de Roma) para ser levado a presença do Imperador, e assim a Roma, para poder ajudar esta crescente igreja. A igreja de Roma fora fundada há alguns anos por discípulos que foram para lá levados pelos mais distintos motivos (fuga de Jerusalém, trabalho, parentela). Esta igreja precisava ser doutrinada e Paulo sabia disso, ele foi alertado que se fizesse isso morreria, pois o imperador o declararia inimigo do estado e daria ganho de causa aos seus acusadores, mesmo assim, ele faz a opção de ir a Roma. Não como transcultural (estrangeiro), pois um missionário transcultural não pode apelar de leis restritas aos cidadãos naturais para sua defesa. Paulo é um cidadão romano detido em Roma, fica em prisão domiciliar, tem liberdade para fazer reuniões, enviar cartas, receber amigos, passear pela cidade, só não pode sair da cidade (At.28).
Fica uma pergunta no ar, como o evangelho chegou aos cirenios ou ao Egito. Basta ler Atos 2.5-13, e ver. Em carta ao imperador Calígula (Keller, 2000), Herodes Agripa I, descreve o efeito desta política PAX ROMANA sobre Jerusalém, que se tornara não só capital da Judéia, mas a capital de uma série outras nações, devido às colônias estrangeiras ali instaladas. Este costume de Roma de levar pequenos grupos de colonos de um povo ou região para outro tinha criado um fértil solo para plantação do evangelho a varias etnias, que foram atingidas em cheio no dia de pentecostes, que já tinham vários prosélitos com a mulher Cananéia ou o eunuco Etíope. Outra prova de que Jerusalém foi o ponto de dispersão do evangelho para todo o império Romano é a citação de Flavio Josefo (Historia dos Judeus), que, quando das festas da páscoa e pentecoste mais de um milhão de pessoas iam a Jerusalém. Com o inicio da perseguição levada a cabo pelo sinédrio alguns meses depois muitos destes de voltaram a suas regiões de nascimento espalhando o evangelho pelo império romano (veja no mapa acima a representatividade e as distancias em quilômetros (Km)dos povos descritos em At 3).
Fica claro que Paulo em nenhum momento de seu ministério cruzou os limites culturais de suas tríplice cidadania (Romano, Judeu e Grego), e que ele soube muito bem utilizar esta situação em favor da propagação do evangelho de Cristo.
Paulo é o primeiro missionário e teólogo cristão a compreender claramente o significado do que Jesus tinha dito sobre a chegada do Reino, em um sentido amplo e abstrato, daí sua preocupação em preparar a igreja para a volta do Messias e Redentor. Por isso vemos sua clara preocupação em fazer o evangelho avançar a localidades ainda não alcançadas. Mais em nenhum momento ele ultrapassou os limites de sua cidadania, não podendo assim ser considerado um missionário transcultural.

BIBLIOGRAFIA
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2.      Heys, N. B. – Historia Ilustrada do Mundo Bíblico.
3.      Ladd, G. E. – Teologia do Novo Testamento.
4.      Keller, W, - E a Bíblia Tinha Razão...
5.      Finley, B - Reformation in Foreign Missions
6.      Bíblia Sagrada – SBTB (TR)
7.      Bíblia Sagrada – Almeida Revista e Atualizada (ARA)
8.      A Bíblia Viva – Ed. Mundo Cristão (BV)
9.      Bíblia Vida Nova – Anotada com enciclopédia de assuntos (BVN)
10.  Novo Testamento Almeida século 21 – Ed. Vida Nova (NTA21)
11.  Josefo, Flavio – A Historia dos Judeus.
12.  Dicionário Eletrônico Houais.
13.  Davis, J. – Dicionário Bíblico.
14.  Santee, C. M. – Escola Romana.
15.  Santee, C. M. – Escola Grega.
16.  http://www.mundodosfilosofos.com.br/ - Direito Romano e Educação Romana
17.  Pauli, E., Projeto Enc. simpozio - http://www.cfh.ufsc.br/~simpozio/ - Direito Romano
18.  http://www.pbs.org/empires/peterandpaul/footsteps/ - Nos Passos de Paulo (Vida e obra de Paulo)

Texto extraido do CURSO EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL
Realizado na Sede Brasileira da Cristian Aid.
drrubecy@hotmail.com